Projeto da UFV realiza pinturas gratuitas nas comunidade de Viçosa e microrregião
O "Colorindo", do Departamento de Engenharia Civil, leva mais cor e conhecimento para as comunidades, distribuindo tintas sustentáveis e de baixo custo
Um projeto de extensão do Departamento de Engenharia Civil (DEC) da Universidade Federal de Viçosa (UFV) tem levado mais cor e conhecimento para comunidades de Viçosa e microrregião com o desenvolvimento e a distribuição de tintas imobiliárias sustentáveis e de baixo custo, produzidas a partir do resíduo gerado no beneficiamento de rochas ornamentais.
O projeto intitulado "ColorINDO: A Transformação Social por Meio da Pintura de Casas" é coordenado pelo professor Leonardo Gonçalves Pedroti e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).
Desde que foi implementado, em 2023, cerca de 90 pessoas já foram beneficiadas, com pintura de casas e de espaços coletivos de comunidades em situação de vulnerabilidade, previamente mapeadas.
O objetivo do projeto é pintar dois mil metros quadrados de paredes. Para isso, tem promovido capacitações para moradores das comunidades sobre temas que vão da produção das tintas econômicas à aplicação delas nas construções.
Antes, porém, da execução prática do projeto, a equipe do ColorINDO se dedicou a pesquisas para o desenvolvimento de uma tinta de alta qualidade, que atendesse às normas técnicas e padrões necessários para garantir o uso adequado.
A equipe pesquisou variadas misturas de tintas à base de resíduo do beneficiamento de rochas ornamentais. Foram utilizados resíduo (pigmento), água (solvente) e resina poliacetato de vinila-PVA (ligante).
Para a produção das tintas, a equipe utilizou um modelo experimental baseado em um delineamento estatístico de misturas. O produto final recebeu avaliação quanto ao poder de cobertura da tinta seca, rendimento, razão de contraste, resistência à abrasão e viscosidade. Ao todo, foram produzidos 960 litros de tinta a partir de quase uma tonelada de resíduo coletado em diferentes marmorarias da microrregião de Viçosa.
Além de reduzir os danos ambientais, essas tintas se revelam como um caminho para evitar a precariedade observada atualmente em grande parte das habitações brasileiras, onde a pintura, muitas vezes, é ignorada ou acaba sendo feita de maneira incorreta, não recebendo a devida manutenção. Como consequência, as construções apresentam problemas que afetam a vida da comunidade, inclusive provocando doenças. O que se busca com as tintas sociais é a aplicação de um produto sustentável em paredes externas e internas, que evite desconforto e problemas estruturais futuros - como infiltrações e proliferação de fungos e bactérias.
Fonte: UFV



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