Pesquisadores da UFV descobrem nova espécie de árvore em Minas Gerais

A pequena árvore, de até seis metros, pertence à mesma família botânica (Myrtaceae) de plantas já bem conhecidas como a jabuticaba, pitanga, goiaba, araçás e gabiroba

Pesquisadores da UFV descobrem nova espécie de árvore em Minas Gerais
Divulgação/UFV

O pesquisador da Universidade Federal de Viçosa (UFV) Otávio Verly, com ajuda do professor Marcos Sobral, da Universidade Federal de São João Del Rey (UFSJ), descobriu mais uma espécie de árvore em Minas Gerais.

A descoberta aconteceu na região de Coronel Fabriciano, no Vale do Rio Doce. A pequena árvore, de até seis metros, pertence à mesma família botânica (Myrtaceae) de plantas já bem conhecidas como a jabuticaba, pitanga, goiaba, araçás e gabiroba e, por enquanto, não é possível saber se ocorre em outras regiões do país. O caso foi publicado, em julho, no periódico científico Phytotaxa.

Otávio Verly descobriu a nova espécie por acaso, quando uma árvore florida e com folhas de tamanho incomum para a família chamou sua atenção durante sua análise florestal para a tese de doutorado.

Segundo o doutorando, este monitoramento é feito a cada cinco anos para verificar os processos demográficos dos fragmentos florestais. Ao comparar com as espécies descritas, os pesquisadores do Grupo de Estudo em Economia e Manejo Florestal (GEEA) perceberam que poderia se tratar de uma planta ainda desconhecida.

Foi então que realizaram novas coletas em campo, para obter material botânico com frutos, a fim de se ter amostras (exsicatas) com todos os órgãos reprodutivos da planta.

Os pesquisadores contam que, na mesma região, foram encontradas apenas 11 plantas, entre jovens e adultas. As árvores variam de três a seis metros de altura, possuem folhas longas e caule fino e chamam a atenção pela grande quantidade de pelos, principalmente sobre o caule e parte de baixo das folhas, que dão a ela um aspecto marrom-avermelhado. Também na superfície das folhas são facilmente visíveis pontuações translúcidas que foram a motivação para a escolha do nome magnipunctata, do latim “com grandes pontuações”.

 Fonte: UFV