Viçosa inicia uso do Nirsevimabe para proteger bebês contra bronquiolite e VSR
Prefeitura de Viçosa reforça combate ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR) com anticorpo Nirsevimabe. Saiba quem pode receber e onde procurar
A Prefeitura de Viçosa, por meio da Secretaria Municipal de Saúde de Viçosa, iniciou em fevereiro um reforço para as ações de proteção contra a bronquiolite. A iniciativa segue as diretrizes do Ministério da Saúde e complementa a estratégia iniciada em dezembro de 2025, com a vacinação de gestantes a partir da 28ª semana de gestação, reforçando o cuidado com bebês e crianças pequenas no período de maior circulação do Vírus Sincicial Respiratório VSR.
Entre as principais medidas adotadas está o uso do Nirsevimabe, um anticorpo monoclonal indicado para a prevenção da bronquiolite causada pelo VSR, principal agente responsável pelos quadros mais graves da doença. Diferentemente das vacinas, o Nirsevimabe não estimula o organismo a produzir anticorpos. Ele fornece a proteção pronta, com anticorpos já formados, que atuam de forma imediata no combate ao vírus. Por esse motivo, não gera memória imunológica, mas garante proteção eficaz durante o período de risco.
Têm direito a uma dose do Nirsevimabe todas as crianças nascidas prematuras, com idade gestacional inferior a 36 semanas e 6 dias. A aplicação é realizada ainda na maternidade, no momento do nascimento. Também podem receber o anticorpo crianças menores de 24 meses que apresentem comorbidades, conforme lista específica. Nesses casos, a aplicação ocorre na Policlínica, localizada na Rua José da Cruz Reis, nº 105, de segunda a sexta-feira, das 8 às 16 horas.
A administração do Nirsevimabe acontece durante a sazonalidade do VSR, entre fevereiro e agosto, período em que há maior circulação do vírus. Os responsáveis devem procurar o serviço de saúde para acessar a ficha necessária e receber as orientações.
Crianças prematuras nascidas a partir de setembro de 2025 que ainda não receberam o anticorpo também podem ter direito à proteção. Nesses casos, é necessário procurar o enfermeiro da Unidade Básica de Saúde de referência para avaliação. Já as crianças prematuras que iniciaram a proteção com Palivizumabe devem manter o esquema com o mesmo medicamento, conforme o protocolo vigente, sem substituição pelo Nirsevimabe.



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