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UFV desenvolve simulador para usinas fotovoltaicas

A modernização dos estádios foi uma das boas heranças da Copa do Mundo. O Mineirão, por exemplo, agora é abastecido com a luz solar que o Brasil tem de sobra. Além da economia, o projeto, que envolve mais de 5.800 painéis solares, quer ser um exemplo de que a energia fotovoltaica é viável em obras de grande porte. Porém, novidades de grande escala como esta ainda geram apreensão quanto à sustentabilidade dos projetos, quando interligados aos sistemas tradicionais. Agora, um modelo de simulação criado por um professor do Departamento de Engenharia Elétrica da UFV promete dar mais agilidade à conexão de sistemas elétricos diferentes, com a segurança que as grandes redes necessitam.
O modelo, desenvolvido pelo professor Heverton Pereira foi publicado no “International Journal of Electrical Power & Energy Systems”, um periódico científico de alto impacto nas engenharias. O trabalho foi realizado a partir do estudo do caso do estádio Mineirão, em Belo Horizonte. Ele explica que a usina fotovoltaica do Mineirão gera 1,4 MW em horários de pico do sol. É o suficiente para abastecer um bairro de mais de 1.200 pessoas. O problema é que as usinas fotovoltaicas têm muita variação de energia. Depende dos dias de sol, da presença de nuvens, chuva e outros fatores climáticos. Por isso, o sistema, que pertence à Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), é conectado à rede elétrica tradicional de geração de hidrelétricas, compensando as variações por excesso ou perda de energia. Conectados, os dois sistemas geram estabilidade.
Segundo Heverton, o Brasil possui apenas 45 usinas fotovoltaicas de grande porte instaladas, gerando 27 MW em horários de pico. Mas o interesse de grandes empresas é crescente, à medida que a tecnologia se desenvolve. O problema é que para dar segurança à rede, é preciso simular o impacto das tensões e distorções, os harmônicos, no sistema. “Este é um processo ainda muito lento e é uma exigência da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O simulador, desenvolvido pela nossa equipe, é uma ferramenta para que as empresas apresentem os estudos à Aneel, acelerando o processo de autorização e evitando futuros problemas de projeto”, disse Heverton.
O modelo de simulação foi desenvolvido em parceria com a Aalborg University, na Dinamarca e a École Polytechnique Fédéralef de Lausanne, na Suíça, com a UFMG e o Cefet-MG e está disponível aos interessados.
Mais informações podem ser obtidas no site da Gerência de Especialistas em Sistemas Elétricos de Potência (Gesep),www.gesep.ufv.br.

 

Autor: Folha da Mata

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