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Reforma em imóvel da Mário Del Giudice

O Instituto de Planejamento Municipal (Iplam) informou na tarde da última segunda-feira, 4, que a reforma do imóvel onde funcionou por vários anos o Bar do Moreira, na Praça Mário Del Giudice, centro, em Viçosa, está sendo feita de acordo com o planejamento aprovado pelo Instituto.
De acordo com o Iplam, houve denúncia de que o proprietário estaria construindo um segundo pavimento no prédio em reforma, contrariando o projeto liberado, que autorizou apenas a reforma do imóvel interditado por ameaça de desabamento. Mas uma inspeção de seus técnicos verificou que o projeto de reforma está sendo seguindo à risca e que o que foi denunciado como provável parede de alvenaria de um segundo andar, trata-se, na verdade, de uma platibanda, um recursos de arquitetura destinado à ocultação de telhados em edificações.
No imóvel, com área de 340 metros, além do tradicional Moreira’s Bar funcionavam um açougue, uma loja de celular, uma lanchonete e uma loja de conserto de máquinas de costura. Ele encontra-se interditado desde 2014, depois que uma inspeção feita pelo Corpo de Bombeiros e Defesa Civil do município mostrou iminente perigo de desabamentos.
O Moreira’s Bar, hoje localizado próximo ao distrito de em Sivestre, foi um dos mais tradicionais bares de Viçosa na última década, tonando-se um ponto de referência da praça, que ficou mais conhecida como “Praça do Moreira” do que Praça Dr. Mário Del Giudice, seu nome original. Seu proprietário, mais conhecido como Moreira, disse que assim que o local foi interditado, o contrato de locação com o proprietário foi rescindido. Informado de que o prédio está em fase final de reforma, ele disse que não sabe se voltará para lá, assegurando que não há nenhuma negociação para a um retorno ao antigo local.
De acordo com as informações do Iplam, foram atendidas todas as exigências processuais para a liberação do alvará da reforma e execução e que a estrutura de lojas permanecerá.

Interdição
Interditado pelo Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, em 22 de setembro de 2014, o imóvel apresentava rachaduras e trincas em suas paredes e afundamentos nos pisos de todas as lojas.
A causa do problema teria sido a movimentação do solo, que é muito arenoso naquela área, originalmente um aterro, provocado, talvez, pela passagem de um interceptor de esgoto em uma obra realizada pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae).
À época os engenheiros do Iplam mostraram-se preocupados com a situação de uma tubulação que passa sob a praça, a cerca de 10 metros de profundidade, que apresentava sinais de rompimento.
Também na ocasião da interdição, foi solicitado que a Prefeitura contratasse uma empresa de engenharia especializada em sondagem para realizar o diagnóstico da real situação da tubulação e de todo o conjunto do subsolo da área da edificação e seu entorno.
Passados dois anos e quatro meses da interdição do imóvel, foi feita a liberação para a reforma, cujo alvará permissionário tem prazo de validade de dois anos, podendo ser renovado por mais dois.

 

Autor: Folha da Mata

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