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Proposta de retirada de conteiners pelo Saae recebe crítica

O jornal Folha da Mata repercutiu, há duas semanas, a fala do diretor de Limpeza Pública do Saae, Martinho de Almeida e Silva Júnior por ocasião de sua visita à Câmara Municipal, quando ele foi convidado a falar sobre as medidas que estão sendo tomadas para melhorar a limpeza pública.
Apesar de afirmar que melhorias estão acontecendo, pouco ou quase nada se nota de novidade que pudesse trazer um alento ao cidadão descrente em relação ao assunto. Os problemas persistem, enquanto a autarquia ainda, efetivamente, não colocou em prática nenhuma das mudanças anunciadas.
À cerca da matéria produzida pelo Folha da Mata, o professor e advogado ambientalista, José de Castro Silva, fez alguns comentários pautado pelos esclarecimentos que o diretor do Saae se propôs a fazer na Câmara.
Segundo ele, há 48 anos o Saae presta seus serviços nas áreas de captação, tratamento e distribuição de água, coleta e tratamento de esgoto. A partir de 2009, incorporou também os serviços de limpeza urbana da cidade. “Todos sabemos que lixo é um problema sério em todas as cidades, que tende a se agravar com o passar dos anos, em função do aumento da população e das atividades industriais, comerciais e de serviços. São necessárias políticas públicas que envolvam muita educação e disciplina das pessoas, seja na produção ou no descarte do lixo. Como se não bastasse o lixo, o mato cresce ao longo das sarjetas de todas as ruas da cidade”, foram afirmações do professor.
Também em sua análise sobre o assunto, José de Castro disse estranhar a atitude da Diretoria de Limpeza Pública do Saae quando ela afirma que os contêineres estimulam a desobediência ao horário de coleta e acabam se transformando em depósitos de lixo. E como se não bastasse, afirmou o diretor que os mesmos serão retirados de circulação e substituídos por ganchos metálicos para dependurar as sacolas do lixo doméstico, mas sem se manifestar sobre o lixo das ruas.
Ainda em sua abordagem, o professor José de Castro disse que “consultando os que se dizem entendidos no assunto, a decisão da Diretoria do Saae é, no mínimo, despropositada, permitindo que o lixo gerado nas ruas fique exposto até que o caminhão o recolha”, estranhou.
E aí, para fechar o seu raciocínio, José de Castro lembrou a célebre frase “Cidade limpa não é a que mais se varre, mas a que menos se suja”. E disse mais: “enquanto a educação de certas pessoas não acontece, o restante da população será obrigado a conviver com tanta sujeira? Retirar os contêineres seria a solução mais adequada?”

 

Autor: Folha da Mata

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