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Paralisação de médicos e redução de atendimento pelo SUS no Hospital São Sebastião

Nessa quarta-feira, 6, o corpo clínico do Hospital São Sebastião paralisou suas atividades por 24 horas por causa dos salários atrasados.
De acordo com diretora clínica Adriana Cestaro, são quatro meses sem recebimento de salários e honorários médicos como serviços prestados em plantões e outros procedimentos.
Os atendimentos foram restritos apenas aos casos de extrema urgência – aqueles pacientes triados nas cores laranja e vermelha (protocolo de Manchester) - inclusive no bloco cirúrgico. No Centro de Tratamento Intensivo os pacientes internados tiveram atendimento normal, mas não foram feitas novas internações. No setor de obstetrícia apenas as gestantes com partos já programados foram atendidas.
Para a direção clínica do hospital, o movimento não chamou a atenção dos administradores, insensíveis à situação deles. Perguntado sobre o relacionamento dos médicos com a direção do HSS, foi respondido que a diretora administrativa, Ildamara Gandra, desempenha a contento a sua função, mas peca no quesito transparência das contas, que não são divulgadas.
Dos 210 médicos que prestam serviços no Hospital São Sebastião apenas 60, que atuam dentro do hospital, aderiram à paralisação.
A direção clínica do HSS solicita a compreensão da população, pois, entende não ser agradável estar na instituição e não prestar os serviços aos pacientes: “mas essa foi a saída encontrada para mostrar a insatisfação dos médicos pelo atraso em suas remunerações”, disse a médica.
Segundo a doutora Adriana Cestaro, caso não surta efeito essa paralisação a categoria se mobilizará por uma greve por tempo indeterminado, com possibilidade até do fechamento de setores.

Direção do hospital
A reportagem do jornal Folha da Mata tentou falar com a direção administrativa do hospital, mas a diretora Ildamara Gandra mandou recado dizendo que estava em reunião e que somente poderia atender a reportagem com hora marcada.
Desde o dia 1º de dezembro, as internações nas clínicas médica e cirúrgica oferecidas aos usuários do SUS (Sistema Único de Saúde), pelo Hospital São Sebastião, foram reduzidas em 10%. A direção da instituição está trabalhando com equipe mínima em seu serviço de Pronto Atendimento, por onde passa, diariamente, um número expressivo de pacientes.
A justificativa do Hospital é que a entidade está endividada e as medidas amenizarão um pouco o atual momento de crise. Além disso, há também a notificação da Prefeitura cobrando o cumprimento da contratualização na realização de 217 cirurgias atrasadas, inclusive as cirurgias eletivas. Sem contar que a União não atualiza os valores pagos pelos serviços prestados pelo SUS e a Secretaria de Estado de Saúde que administra o Pro-Hosp - uma parceria entre o Estado e os hospitais públicos e filantrópicos - demora a repassar os recursos e ainda obriga os hospitais a cumprirem as metas assistenciais e gerenciais.
O Governo de Minas Gerais, por exemplo, deve mais de R$ 600 mil ao HSS, valores referentes ao programa que financia parte do Serviço da Urgência e Emergência. Segundo a direção do São Sebastião, nos últimos 12 meses a dívida do Estado com o hospital, incluindo programas e portarias, é de aproximadamente R$ 2 milhões.
De acordo com o HSS, essa situação leva a entidade a atrasar pagamentos de compromissos com fornecedores e os salários de seus profissionais.

 

Autor: Folha da Mata

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