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Epamig lança novo arroz para cultivo em várzeas mineiras

Por sua grande importância econômica e social no país, o arroz integra o cardápio de pesquisas da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), que desde 1970, em parceria com outras instituições, desenvolve pesquisas para avaliação e seleção de linhagens e cultivares recomendadas para o plantio no estado. Fruto desse trabalho, a empresa já colocou 28 novos cultivares à disposição dos produtores, e 16 deles destinados à produção irrigada em várzeas e 12 para aterras altas – cultivo não irrigado.
A mais recente delas foi lançada em dia de campo sobre arroz irrigado, realizado em final de março em Heliodora, Sul de Minas. Denominada BRSMG Alterosa, a nova cultivar originou-se de cruzamento simples, envolvendo os genótipos P3299F4-33 e CNAx 7852F4-1-2-B, que visava reunir maior resistência à brusone (principal doença do arroz), rusticidade, potencial produtivo e qualidade de grãos. O cruzamento foi realizado no final da década de 90 pela Embrapa Arroz e Feijão.
Trata-se de variedade de arroz irrigado de grãos agulhinha, boa de panela, recomendada para plantio em várzeas, sob irrigação por inundação, lançada pelo Programa de Melhoramento Genético deste cereal, conduzido em Minas Gerais pela parceria Epamig e Embrapa Arroz e Feijão.
De acordo com o pesquisador da regional da EPAMIG em Viçosa, Plínio Soares, coordenador das pesquisas do referido projeto, a cultivar BRSMG Alterosa está em fase de registro para cultivo em várzeas, no Serviço Nacional de Proteção de Cultivares (SNPC) do Ministério da Agricultura e Pecuária. “O material apresenta alto potencial genético para produção de grãos (acima de 6,5 t/ha), resistência moderada à brusone (principal doença do arroz), com ciclo de maturação médio (130 a 140 dias), conforme ensaios de Valor de Cultivo e Uso (VCU’s) , nos últimos 10 anos agrícolas, nas principais regiões produtoras de arroz irrigado em Minas , para avaliar adaptabilidade deste material”, explica o pesquisador.
Durante o Dia-de-Campo, também foi apresentado estudo sobre a biofortificação do arroz, técnica capaz de enriquecer o grão com determinada substância. Pesquisas realizadas pela EPAMIG obtiveram grãos com teores de zinco mais elevados do que os produzidos convencionalmente. A biofortificação tem como objetivo a melhoria da qualidade nutricional de grãos sem afetar a saúde humana. Promove também o aumento dos teores de minerais nas plantas, o que pode corrigir possíveis deficiências desses nutrientes no solo, melhorando o rendimento das culturas.

 

Autor: Folha da Mata

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